Tuesday, September 19, 2006

Despertar

Desperta,
Ó pálida manhã.
No canto dos passáros,
No pranto dos desabrigados,
No cio dos condenados,
No fel de uma eterna dor,
Na falta deste louco amor.
Desperta,
No colo dos aventurados,
No berço dos embreagados,
Nas pequeninas asas de um beija-flor,
Nos braços deste nobre amor.
Desperta,
Nas cristas das maiores ondas,
Nas lágrimas que caem do céu,
No mel deste sublime amor.
Desperta, sem nenhuma outra pretenção,
No calor do coração,
Nas canções do gôndoleiro,
Nos sonhos do forasteiro,
Na voz de um errante cantador,
Nas visões deste navegante sonhador.

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