Tuesday, July 17, 2007

Um quadro comum

Sem um par de meias pra calçar,
O frio nos pés é um quadro comum,
Embaçado por trás da janela fechada.
O gêlo da solidão petrifica o coração,
Ele já não tem tanta pressa em correr,
O tempo já não é um alíado.
Feridas na mente tardam a fechar,
Por um árduo caminho,
Estendem-se os passos.
Pelas sombras da noite seguimos as luzes,
Nosso instinto nos faz perder os sentidos,
Estamos falidos, falência multipla dos orgãos.
Agora cansado de bater, desacelerado,
Definha no peito à mórbida frieza.
Ele já não sente o mesmo entusiasmo,
Sem calor a sua pele enrugada se encolhe,
Trêmulando, definhando até perder os sentidos,
Adormecendo num deserto gelado.

0 Comments:

Post a Comment

<< Home