Wednesday, November 01, 2006

Pétalas de sangue

Vermelho é à cor dos meus olhos,
Janelas que se abrem como pétalas de sangue.
O súor agora cobre o meu corpo,
À amargura reseca os meus lábios,
O sangue quente corre nas ruas,
A morte é uma sombra em meus olhos.
Vermelho ramalhete do amor,
Espinhosa flor,
Farpa do destino cravada em minha alma,
Fincada em meu coração,
Como à dor, o fardo mais pesado do amor,
O lado negro da vida,
À noite do êxodo,
O vírus da escória mutuado em seus confins.
Pétalas de sangue sorvem a tristesa deste mundo corrompido,
Janelas que se fecham com a força dos ventos,
Sucumbidas pela força dos tempos.

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