Saturday, December 16, 2006

Feito de brasa

Pode ser outrora,
Gira o mundo e não demora,
Pode ser agora,
O tempo faz a hora.
Vai passando, queimando,
Vem chegando, pegando,
É assim,
Que bom seria, maravilhoso,
Poderiamos...
Ah isso fica por sua conta.

Poderia ser melhor,
Não podia ser pior.
É assim,
Feito de brasa,
De fogo, carne, frango,
Dois, deixar pra depois.
É sempre assim,
O sangue corre quente, pesado,
Tempo fechado.
Chove, dorme,
Acorda cedo ou tarde,
Pensando, pulsando,
Imaginando soluções,
Alimentando às paixões,
Prendendo o fogo no peito,
Incêndiando os lençóis deste leito,
Onde repousa todo o nosso prazer,
Satisfação do viver,
A soma dos elementos,
O encaixe perfeito,
Cada um do seu lado do leito.
Lembra, às noites incendiavam,
Alto-falantes nos lembravam
Dos sonhos que juntos vivemos,
Sonhos inflamados pelo fogo ardente
Que entorpece às nossas vidas,
O fogo que alimenta às nossas mentes
Por cada precioso momento deste nosso tempo,
Feito de brasa.

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