Monday, November 03, 2008

O riso da lua

A lua está sorrindo,
Fixa no céu estrelado.
Teu riso branco encantado,
Teus olhos estrelados,
Atraem os meus olhos famintos,
Os meus lábios secos se calam.
A noite se abre como uma flor,
Abraçando cada pequenino sonho.
Ela estende o manto negro sobre nós,
levanta cada doce sonho.
O teu riso me chama,
Aqui dentro ainda vive,
O fogo arde no escuro,
A pele queima de febre,
A noite segue, ferve, ergue cada sonho.
Ainda podemos correr,
Nos aventurar por prazer,
Ainda podemos lutar,
Tentar, olhar as coisas de outra forma,
Aprendendo com cada um dos nossos erros.
Alcançaremos novos horizontes,
Avistaremos a felicidade,
Realizaremos nossos sonhos,
Encontraremos a musicalidade,
Caminharemos pelos jardins da verdade,
Não haverá vaidades,
Abraçaremos a felicidade,
Ergueremos a nossa vontade.
Numa calmaria noturna,
Numa onda de calor,
No marasmo tranquilo,
Nos braços, nos olhos, nas asas deste mar devastador,
Nas correntezas deste negro e pobre amor.
Os meus olhos estão abertos,
Os meus dedos estão prontos,
Mas já não posso toca-la, muito menos espera-la...
Foste aurora, agora paíra.
O teu silêncio agora é musica,
A tua musica é o calor que sinto,
A loucura de um faminto.
Elas conhecem a canção,
Sabem da chama que embrasa o coração,
Estarão aqui quando você voltar,
Quando à noite outra vez no teu olhar brilhar,
Refletida em teus olhos.
As estrelas,
Erguerão os nossos sonhos no riso deste luar,
Não podemos contar com mais ninguém,
Elas agora cantam pra mim,
Tentam me alegrar, me fazem enxergar,
Hoje o desejo é ainda maior.

0 Comments:

Post a Comment

<< Home