Condenação
O meu coração bate apressado,
Segue trancado, pois, só há lugar para um amor.
Os meus olhos fitam o horizonte,
Os meu lábios seguem secos,
Amargando à solidão de uma dor.
Ela não vem acender a paixão,
Ela não vai cantar aquela velha canção,
O dia vai indo embora,
À noite não demora,
Logo já não posso esquecer,
Ainda não estou pronto para morrer.
Nada enche os meus olhos,
Nada me faz sorrir,
Só há um desejo, à vontade de partir.
Meus dedos agonizam,
Pois, me falta inspiração,
Meu corpo se cansou de caminhar na solidão,
Assim sem amor, a vida é incolor,
Descolorida, arde como uma ferida,
Não tem sabor, se morre de calor,
Nem mesmo o sorriso da morena,
Nem mesmo o sexo da morena,
Podem me fazer esquecer,
A saudade me faz morrer.
Fecho os olhos, mas não consigo dormir,
Queria mesmo partir,
Dessa para uma melhor,
Onde não pudesse ser pior,
Ao menos vê-la sorrir,
Ao menos sentir os seus olhos me despindo.
A vida vou levando,
Em você vivo pensando,
No final tudo é tão banal, normal, real,
Além do Bem e do Mal,
É só sexo e paixão,
Longas horas de solidão.
Todos os dias são iguais,
Todas as noites são frias e banais,
Quando não tem você embaixo do cobertor,
Quando não há o teu louco amor.
A casa tá uma bagunça,
Às roupas estam todas sujas,
Livros e retratos espalhados pelo chão,
Garrafas vazias,
Cinzeiros abarrotados,
Fosfóros riscados,
Discos arranhados,
Tudo quebrado,
Coração despedaçado, delacerado.
As frutas estam podres,
A comida acabou,
Ainda tenho cigarro,
E isso é mesmo tudo que me restou.
A dias estou aqui olhando para este monitor,
Tentando esquecer a imensa dor,
Mas nada lá fora me chama atenção,
Não há graça alguma nesta triste situação,
Até o papel acabou,
Por isso estou riscando às paredes,
Tantas garrafas de bebida
Não saciaram a minha sede.
O telefone toca,
Mas não irei atender,
Seja lá quem for, irá se cansar
E também esquecer.
Nem a televisão, nem o rádio,
Nada me serve de remédio,
É mesmo entediante,
À vida de um prisioneiro,
Estou preso e já não tenho forças
Para abrir o cadeado,
Tá tudo acabado,
Nem mesmo um baseado.
Podem comemorar,
O fim daquele,
Que já não está mais aqui pra nada,
Podem esquecer,
Não há mais o que perder,
Nem o que oferecer,
Esgotei, não há reservas,
Nem pilhas para repor,
Assim vou morrendo de amor,
Amando quem já não me ama,
Desejando quem já não me quer,
Degustando o doce veneno ,
Daquela maravilhosa mulher.
Ela me deixou, aqui agora estou,
Por não ter aonde ir,
Por não ter como sair,
Ela se foi, aqui fiquei,
O tempo passou e não me encontrei,
Hoje já não tenho escolha,
Nem como preencher o vazio,
À noite pode ser quente,
Mas sem ela, eu morro de frio.
Meu bem, a vida sem você é tão difícil,
Mesmo assim eu sigo pela estrada,
Viajando pela madrugada,
Eu não preciso de muito para ser feliz,
Basta um sorriso teu pro tempo se abrir.
Ontem choveu à noite toda,
tá chovendo aqui dentro,
Guarde estas palavras,
Guarde esta mensagem dentro do teu coração,
Saiba que,
À cinco mil quilometros de distância,
Ainda bate um coração,
Apaixonado e condenado,
À morrer na solidão.
Segue trancado, pois, só há lugar para um amor.
Os meus olhos fitam o horizonte,
Os meu lábios seguem secos,
Amargando à solidão de uma dor.
Ela não vem acender a paixão,
Ela não vai cantar aquela velha canção,
O dia vai indo embora,
À noite não demora,
Logo já não posso esquecer,
Ainda não estou pronto para morrer.
Nada enche os meus olhos,
Nada me faz sorrir,
Só há um desejo, à vontade de partir.
Meus dedos agonizam,
Pois, me falta inspiração,
Meu corpo se cansou de caminhar na solidão,
Assim sem amor, a vida é incolor,
Descolorida, arde como uma ferida,
Não tem sabor, se morre de calor,
Nem mesmo o sorriso da morena,
Nem mesmo o sexo da morena,
Podem me fazer esquecer,
A saudade me faz morrer.
Fecho os olhos, mas não consigo dormir,
Queria mesmo partir,
Dessa para uma melhor,
Onde não pudesse ser pior,
Ao menos vê-la sorrir,
Ao menos sentir os seus olhos me despindo.
A vida vou levando,
Em você vivo pensando,
No final tudo é tão banal, normal, real,
Além do Bem e do Mal,
É só sexo e paixão,
Longas horas de solidão.
Todos os dias são iguais,
Todas as noites são frias e banais,
Quando não tem você embaixo do cobertor,
Quando não há o teu louco amor.
A casa tá uma bagunça,
Às roupas estam todas sujas,
Livros e retratos espalhados pelo chão,
Garrafas vazias,
Cinzeiros abarrotados,
Fosfóros riscados,
Discos arranhados,
Tudo quebrado,
Coração despedaçado, delacerado.
As frutas estam podres,
A comida acabou,
Ainda tenho cigarro,
E isso é mesmo tudo que me restou.
A dias estou aqui olhando para este monitor,
Tentando esquecer a imensa dor,
Mas nada lá fora me chama atenção,
Não há graça alguma nesta triste situação,
Até o papel acabou,
Por isso estou riscando às paredes,
Tantas garrafas de bebida
Não saciaram a minha sede.
O telefone toca,
Mas não irei atender,
Seja lá quem for, irá se cansar
E também esquecer.
Nem a televisão, nem o rádio,
Nada me serve de remédio,
É mesmo entediante,
À vida de um prisioneiro,
Estou preso e já não tenho forças
Para abrir o cadeado,
Tá tudo acabado,
Nem mesmo um baseado.
Podem comemorar,
O fim daquele,
Que já não está mais aqui pra nada,
Podem esquecer,
Não há mais o que perder,
Nem o que oferecer,
Esgotei, não há reservas,
Nem pilhas para repor,
Assim vou morrendo de amor,
Amando quem já não me ama,
Desejando quem já não me quer,
Degustando o doce veneno ,
Daquela maravilhosa mulher.
Ela me deixou, aqui agora estou,
Por não ter aonde ir,
Por não ter como sair,
Ela se foi, aqui fiquei,
O tempo passou e não me encontrei,
Hoje já não tenho escolha,
Nem como preencher o vazio,
À noite pode ser quente,
Mas sem ela, eu morro de frio.
Meu bem, a vida sem você é tão difícil,
Mesmo assim eu sigo pela estrada,
Viajando pela madrugada,
Eu não preciso de muito para ser feliz,
Basta um sorriso teu pro tempo se abrir.
Ontem choveu à noite toda,
tá chovendo aqui dentro,
Guarde estas palavras,
Guarde esta mensagem dentro do teu coração,
Saiba que,
À cinco mil quilometros de distância,
Ainda bate um coração,
Apaixonado e condenado,
À morrer na solidão.

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