Thursday, September 18, 2008

Této Estrelado

Permiti que fosse assim,
Que se aproximasse o nosso fim.
Eu permiti que devastassem a minha vida,
Que destruíssem tudo,
Que sulgassem até à ultima gota de sangue,
Que roubassem a minha paz, a minha vida, à minha luz.
Permiti à presença dos que sempre foram contra nós,
Eu até os ajudei à destruírem tudo,
Eles me fizeram desacreditar no sonho,
Hoje não há nada nem ninguém.
Me perdoe, mas não há tempo para ilusões,
Foram-se todas as grandes paixões,
Levaram todo estimulo,
Ceifaram toda à vida,
Não há flores no campo, nem amores que durem para sempre,
A felicidade é passageira, a tristeza derradeira.
Hoje o mundo é real,
Não há astral,
A realidade nos engole,
Devorando nossos sonhos,
Mas, ela não pode tirar as nossas forças,
Quando acreditamos no amor.
Eu acredito, ele se revelou pra mim.
Numa estrela que caíu,
Numa flor que se abríu,
Num sonho, num caminho em teu olhar.
Estou pronto e não posso voltar,
Estou vivo e não quero mais sofrer,
Ainda sonho com você,
Nos meus sonhos jamais serás esquecida,
Levarei no peito uma ferida aberta,
A morte é certa como à tarde nebulosa,
Como à noite perigosa,
Um dia tudo isso chegará ao fim,
Que Deus esteja conosco sempre.
Ele me dá forças para seguir, engulo as lágrimas,
Viro á página, vou ao teu encontro.
A tua luz, a tua arte , a tua musica,
Tudo isso não poderá ser apagado,
Muito menos será enterrado,
Jamais te esquecerei.
Posso não seguir do teu lado,
Posso me afastar para sempre de ti,
Posso até nunca mais nesta vida te ver...
Mas a lua, ela sabe!
À noite, ela ouve!
O dia, ele sente!
O sol, ele traz a força,
Às estrelas, elas também sabem,
Elas cobrem este nosso této,
O sono não vem e nem virá, pois não estás aqui.
À musica é triste, dolorosa, romântica, grandiosa...
Em fim, é o fim,
É ainda mais devastador,
O silêncio é negro,
Sinto à falta deste louco amor.

0 Comments:

Post a Comment

<< Home