Wednesday, August 22, 2007

Fênix

Ferve, arde, queima,
Brilha, longe teima,
Vai, anda, volta,
Fica , brinca, sopra...
Nos meus ouvidos a musica,
Eis a glória, o fogo escreve à História.
Vem voando entre às nuvens,
Renascendo das cinzas como à Fênix,
Batendo às suas asas douradas,
Regressando ao céu de fogo,
Sobrevoando o mar de sangue,
Derramando sobre mim o teu amor.
Meu coração, eu levo nas mãos,
Trago nos olhos o brilho do amor,
O teu olhar me enfeitiçou.
Eu vou abrir o meu coração,
Vou entregar nas tuas mãos,
Pega, toma, ele é todo seu.

Agora me dê às suas mãos

É tarde demais para voltar atrás,
Demos os primeiros passos,
Agora vamos até o fim.
A locomotiva seguirá os trilhos
Rumo ao desconhecido, inesperado, mundo abstrato.
Os vagões estam cheios,
A viagem será longa,
O trem vai partir no alvorecer,
Numa estrada de ferro rumo às estrelas.
Toda via o futuro espera por nós,
Talvez possamos colher os frutos,
Nunca é tarde quando se ama demasiadamente.
Não sou o único,
Não há tempo à perder,
Regaremos a erva que nos fará enlouquecer.
Seguiremos os rastros inebriantes,
Partiremos sem olhar para trás,
Agora me dê às suas mãos.

Tuesday, August 21, 2007

Perto do fogo

É noite na estrada da vida,
Iluminada pelo brilho das estrelas.
Seguindo por vias desertas e obscuras,
Açoitamos cães sorrateiros,
Correndo de encontro ao fogo
Que desperta longe de nossos lares.
Num mergulho oportuno,
Adentramos pela noite,
Nos perdemos entre profundezas e ilusões,
Indo ao fundo buscar,
O tesouro perdido entre escolhos.
Encontre-me ao anoitecer
Na rua dos prazeres,
Siga o sopro da noite
Em ventos frios que nos mostram as direções.
Do lado escuro da ilha,
O vento sopra mais forte,
Perto do fogo, os meus dedos estam quentes,
Prontos para tocar a sua alma.

Saturday, August 18, 2007

Cândida

Cândida,
Rosa branca do infinito azul,
Pálida manhã,
Orvalhada...
Senhora deste azul,
Safira.
Ela veio, trazendo o brilho no olhar,
Nos fazendo acreditar,
Germinando à loira estrada,
Fecundando à pobre madrugada,
Fertilizando este solitário coração.
Ouçam a voz do coração,
Vejam o arrebol,
A gota de orvalho,
O raío de sol.
Conhecemos o fogo,
Faz parte do jogo,
É ganhar ou perder,
Alguém vai sorrir, deitar, esquecer,
Alguém vai gritar, chorar e morrer.
Negra noite,
Fonte luminosa,
Silênciosa musica,
Púrpura noturna,
Ruiva perfumosa,
Morena graciosa,
Mulata majestosa, doce , suave, mulher.
Trago boas novas,
O tempo se abriu,
O sol vai brilhar,
A noite cairá trazendo o luar.
A esperança é uma centelha,
Uma fagulha lampejante
Alimentando sentimentos,
Enriquecendo pensamentos.

Lágrimas predestinadas

Minha garota,
O meu tempo é teu alíado,
É realmente tentador
Lembrar do nosso passado.
Cada traço é uma palavra,
Uma nota entoada,
Uma gota dàgua,
Lágrimas predestinadas.
Meu amor,
Não pode ouvir o meu coração,
Ele escreveu à canção.
Agora preciso ir,
Tenho que partir,
Não consigo mais sorrir,
A chuva vai cair.
Enfim, preciso recortar as cores,
Regar as flores,
Colher os cogúmelos amarelos,
E também as violetas azuís.
Preciso voltar,
Encontrar uma razão,
Dedilhar o meu velho violão,
Declarar a grandiosa paixão.
Preciso arranjar a vida,
Remediar a profunda ferida,
Fraseando amores.
E por falar em flores,
Não posso esquecer de me lembrar de ti,
Infelizmente você não pode escutar a canção,
Não pode ouvir o meu solitário coração.

Frutos amargos

Aqui estou vendo à vida passar,
Sonhando, eperando ela voltar.
Pensando nela,
Esquecendo às outras,
Me distânciando de tudo,
Fechando os olhos para o mundo.
Aqui estou sangrando à dor,
Colhendo frutos amargos,
Catando os cacos deste pequenino coração,
Alimentando à paixão,
Aprendendo à viver na solidão.
São amargos os frutos desta vida,
Perderam a doçura,
Cairam antes do tempo.

Saturday, August 11, 2007

Sempre esteve em nossas mãos

Ouçam, estam chamando,
Vejam, estam gritando.
Desesperados, angústiados,
Chamam, gritam.
Não há o que se possa fazer,
Breve vão morrer.
Vocês querem tanto quanto eu,
O sol mais uma vez está de pé.
Acordem, digam-me alguma coisa,
Alguma coisa que por acaso, eu ainda não saiba.
Não há nada novo,
Não sejamos tolos,
Estamos muito distantes da perfeição,
Sempre esteve em nossas mãos.