Batendo na mesma tecla como nota de protesto
Amanhece, numa onda de calor,
Numa cama sem cobertor.
Escuto à musica dos passáros,
Embêbedando-se com seus perfumes.
Anoitece, as ondas são ainda maiores,
Teus olhos estam em toda parte,
Teus lábios que já não posso tocá-los,
Assim como eles, adorando suas flores,
Fecundando seus amores.
Pobre noite, perde-se o sono, o sonho...
Já não lembro-me do que sonhei,
Desejei, e por muito esperei.
O dia se fez noite outra vez,
Ela troxe todavia o brilho que faltava,
Me fez caminhar e seguir nesta estrada.
É grande o sentir
E maior ainda, o que está por vir.
Não tenho medo,
Até me acostumei,
Quero aprender, pois, ainda não sei.
Tavez um dia saíbamos,
Quem sabe possamos,
Através deste sentir,
Encontrarmos,
A força que tudo poderá vencer,
O amor que nunca poderá morrer.
Outra vez repeti a mesma musica,
Os mesmos acordes, o mesmo solo.
Numa caravana cigana,
O planeta se perdeu,
O mundo se corrompeu,
Perdi minha alma,
Hoje o fogo me acalma,
Numa onda de calor,
Nesta vida sem amor.
Outra vez,
Batendo na mesma tecla como nota de protesto.
Outra vez,
Descartando possíbilidades,
Tentando encontrar a tal felicidade,
Que vem e some
Quando estou afim de esquecer a solidão,
De abraçar o meu velho violão.
Numa cama sem cobertor.
Escuto à musica dos passáros,
Embêbedando-se com seus perfumes.
Anoitece, as ondas são ainda maiores,
Teus olhos estam em toda parte,
Teus lábios que já não posso tocá-los,
Assim como eles, adorando suas flores,
Fecundando seus amores.
Pobre noite, perde-se o sono, o sonho...
Já não lembro-me do que sonhei,
Desejei, e por muito esperei.
O dia se fez noite outra vez,
Ela troxe todavia o brilho que faltava,
Me fez caminhar e seguir nesta estrada.
É grande o sentir
E maior ainda, o que está por vir.
Não tenho medo,
Até me acostumei,
Quero aprender, pois, ainda não sei.
Tavez um dia saíbamos,
Quem sabe possamos,
Através deste sentir,
Encontrarmos,
A força que tudo poderá vencer,
O amor que nunca poderá morrer.
Outra vez repeti a mesma musica,
Os mesmos acordes, o mesmo solo.
Numa caravana cigana,
O planeta se perdeu,
O mundo se corrompeu,
Perdi minha alma,
Hoje o fogo me acalma,
Numa onda de calor,
Nesta vida sem amor.
Outra vez,
Batendo na mesma tecla como nota de protesto.
Outra vez,
Descartando possíbilidades,
Tentando encontrar a tal felicidade,
Que vem e some
Quando estou afim de esquecer a solidão,
De abraçar o meu velho violão.
