Wednesday, December 27, 2006

Felicidade angélical

Aqui estamos de mãos dadas,
Caminhando pela estrada,
Fazendo amor,
Remediando, o que nos causa dor.
Aqui estamos juntos outra vez,
A minha felicidade é muito grande,
Ela vive amarrada aos teus pés.
Meu grande amor,
Sem você, à vida é mesmo uma imensa dor,
Mais um ano vai embora,
Felicidade não demora,
Abre às pernas e os braços para mim,
Como é bom,
Ver você sorrir,
Tocar pra você dormir.

Friday, December 22, 2006

Condenação

O meu coração bate apressado,
Segue trancado, pois, só há lugar para um amor.
Os meus olhos fitam o horizonte,
Os meu lábios seguem secos,
Amargando à solidão de uma dor.
Ela não vem acender a paixão,
Ela não vai cantar aquela velha canção,
O dia vai indo embora,
À noite não demora,
Logo já não posso esquecer,
Ainda não estou pronto para morrer.
Nada enche os meus olhos,
Nada me faz sorrir,
Só há um desejo, à vontade de partir.
Meus dedos agonizam,
Pois, me falta inspiração,
Meu corpo se cansou de caminhar na solidão,
Assim sem amor, a vida é incolor,
Descolorida, arde como uma ferida,
Não tem sabor, se morre de calor,
Nem mesmo o sorriso da morena,
Nem mesmo o sexo da morena,
Podem me fazer esquecer,
A saudade me faz morrer.
Fecho os olhos, mas não consigo dormir,
Queria mesmo partir,
Dessa para uma melhor,
Onde não pudesse ser pior,
Ao menos vê-la sorrir,
Ao menos sentir os seus olhos me despindo.
A vida vou levando,
Em você vivo pensando,
No final tudo é tão banal, normal, real,
Além do Bem e do Mal,
É só sexo e paixão,
Longas horas de solidão.
Todos os dias são iguais,
Todas as noites são frias e banais,
Quando não tem você embaixo do cobertor,
Quando não há o teu louco amor.
A casa tá uma bagunça,
Às roupas estam todas sujas,
Livros e retratos espalhados pelo chão,
Garrafas vazias,
Cinzeiros abarrotados,
Fosfóros riscados,
Discos arranhados,
Tudo quebrado,
Coração despedaçado, delacerado.
As frutas estam podres,
A comida acabou,
Ainda tenho cigarro,
E isso é mesmo tudo que me restou.
A dias estou aqui olhando para este monitor,
Tentando esquecer a imensa dor,
Mas nada lá fora me chama atenção,
Não há graça alguma nesta triste situação,
Até o papel acabou,
Por isso estou riscando às paredes,
Tantas garrafas de bebida
Não saciaram a minha sede.
O telefone toca,
Mas não irei atender,
Seja lá quem for, irá se cansar
E também esquecer.
Nem a televisão, nem o rádio,
Nada me serve de remédio,
É mesmo entediante,
À vida de um prisioneiro,
Estou preso e já não tenho forças
Para abrir o cadeado,
Tá tudo acabado,
Nem mesmo um baseado.
Podem comemorar,
O fim daquele,
Que já não está mais aqui pra nada,
Podem esquecer,
Não há mais o que perder,
Nem o que oferecer,
Esgotei, não há reservas,
Nem pilhas para repor,
Assim vou morrendo de amor,
Amando quem já não me ama,
Desejando quem já não me quer,
Degustando o doce veneno ,
Daquela maravilhosa mulher.
Ela me deixou, aqui agora estou,
Por não ter aonde ir,
Por não ter como sair,
Ela se foi, aqui fiquei,
O tempo passou e não me encontrei,
Hoje já não tenho escolha,
Nem como preencher o vazio,
À noite pode ser quente,
Mas sem ela, eu morro de frio.
Meu bem, a vida sem você é tão difícil,
Mesmo assim eu sigo pela estrada,
Viajando pela madrugada,
Eu não preciso de muito para ser feliz,
Basta um sorriso teu pro tempo se abrir.
Ontem choveu à noite toda,
tá chovendo aqui dentro,
Guarde estas palavras,
Guarde esta mensagem dentro do teu coração,
Saiba que,
À cinco mil quilometros de distância,
Ainda bate um coração,
Apaixonado e condenado,
À morrer na solidão.

Thursday, December 21, 2006

Hoje e sempre

Eu amo à vida e ando só,
Mesmo solitário não poderia ser melhor.
Ah que saudade, que vontade, que prazer,
Não me canso, não me privo,
Tão pouco quero esquecer.
Oh vida minha, se eu pudesse te daria,
Tudo aquilo que você sempre sonhou,
Mas já não tenho nada,
Além desse nobre, pobre amor.

Saturday, December 16, 2006

Só por hoje

Hoje foi um daqueles dias,
Ensolarados, apaixonados,
Amanhã estaremos denovo aqui,
Outro dia, à poesia virá se despir.
O que fiz vou fazer,
Correremos ao encontro do prazer,
Novamente mergulharemos,
Outra vez nos amaremos,
Nos deitaremos,
Nas sombras deste nosso viver,
Só por hoje,
Nos entregaremos por prazer.

Lacrimosa

Uma gota de lágrima,
Uma estrela caindo do céu,
Lacrimosa,
À morte por trás do veu,
Manchando à página,
Secando à lagrima,
Rasgando à folha de papel,
Riscando este vago céu,
Lacrimosa,
À morte por trás do veu.

De volta pra noite

Eu preciso de calor,
Meu abrigo é o teu amor,
Luz da manhã,
Preciso correr, viajar, conhecer,
Comer a maçã.
Tenho que buscar o bem,
Caminhar, romper, ir mais além,
Anjo meu,
À madrugada veio me dizer,
Que logo o sol irá nascer,
E logo o dia vai correr de volta pra noite.
Ainda hoje, o vento soprou nos meus ouvidos,
Trazendo à esperança ao luzir das estrelas,
Não bastam só meras palavras,
Não basta somente o querer,
É preciso saber,
Aprender a viver.

Feito de brasa

Pode ser outrora,
Gira o mundo e não demora,
Pode ser agora,
O tempo faz a hora.
Vai passando, queimando,
Vem chegando, pegando,
É assim,
Que bom seria, maravilhoso,
Poderiamos...
Ah isso fica por sua conta.

Poderia ser melhor,
Não podia ser pior.
É assim,
Feito de brasa,
De fogo, carne, frango,
Dois, deixar pra depois.
É sempre assim,
O sangue corre quente, pesado,
Tempo fechado.
Chove, dorme,
Acorda cedo ou tarde,
Pensando, pulsando,
Imaginando soluções,
Alimentando às paixões,
Prendendo o fogo no peito,
Incêndiando os lençóis deste leito,
Onde repousa todo o nosso prazer,
Satisfação do viver,
A soma dos elementos,
O encaixe perfeito,
Cada um do seu lado do leito.
Lembra, às noites incendiavam,
Alto-falantes nos lembravam
Dos sonhos que juntos vivemos,
Sonhos inflamados pelo fogo ardente
Que entorpece às nossas vidas,
O fogo que alimenta às nossas mentes
Por cada precioso momento deste nosso tempo,
Feito de brasa.

Thursday, December 14, 2006

Flores sem espinhos

Ele está comigo,
À sua voz é uma costante,
Em meio ao silencioso dia,
O meu escudo e proteção,
O amor, à salvação.

Ele está aqui,
Veio porque foi chamado,
E agora seguirá conosco,
Trazendo à luz de um novo caminho,
Flores sem espinhos.

Deixaremos para trás,
O fel, a dor, o sofrimento.
Renovaremos nossas forças
Nas àguas que brotam da fonte,
Entregaremos as nossas vidas,
Amaremos uns aos outros,
Colheremos flores sem espinhos,
Já não estaremos sozinhos.