Wednesday, July 16, 2008

Cântico negro

Ao cair da tarde,
As cigarras despertam o cantar,
Anunciam a chegada d'aquela que nos faz sonhar.
Entardece, o sonho escurece,
Transcorre, enaltecendo este viver,
Alíviando este sofrer,
Ela veio trazer o brilho, o lírio,
As gotas doces do maior prazer.
Trazendo um colorido caminho em teu olhar,
A noite acende o fogo,
Faz parte do jogo, viver ou morrer,
Assim se vive, se espera,
Se faz por onde merecer.
O sol foi embora levando com ele mais um dia,
Logo cedo voltará num forte sopro dos ventos,
Inflamando à poesia .
As luzes deste céu brilhante estam acesas,
Estrelado é o meu této cobertor,
Preso nas garras da noite,
Vaga este errante sonhador.
Hoje, fiz a cama na areia da praia,
Vi teu nome escrito nas estrelas,
Tua letra formada pelo arco lunar,
Mais uma noite em claro, sonhando tua beleza encontrar.
Procurando pelo brilho raro,
Pela clareza de uma certeza,
Pela grandeza verdadeira da única razão,
Sinto o fogo ardente, o desejo pulsante,
Ouço as vozes do coração.
Meu tesouro não é feito de ouro,
Ele se afundou nas àguas deste negro mar,
Hoje o procuro, mas não vejo como resgatar aquele brilho perdido.
Neste escuro, vejo, ouço, sinto, sonho,
Caminho com meus pensamentos,
Mergulho, vou lá no fundo buscar,
Nas alturas deste abísmo desejo à tua boca beijar.
Os ventos sopram em meus ouvidos,
Trazem a musica, o cântico negro da noite,
No pranto deste branco luar.