Saturday, October 11, 2008

Minha estrela

Olhe nos meus olhos e diga-me o que quero ouvir,
Abre o teu sorriso pra minha felicidade ser compléta,
Feche os olhos e deixe-me beijá-la.
Óh meu amor, sela-me os lábios num beijo,
Daí-me o que comer, o que beber,
Derrama sobre mim o teu maior prazer,
Multiorgásmico,
Cósmico, piscodélicamente progressivo.
Agora beija-me à boca,
Deixe-me beijar esta tua boca,
Estes teus lábios molhados, adoçicados,
Deixe-me adentrar por estes caminhos iluminados,
Neste olhos encantados, estrelados.
Óh meu amor,
Daí-me o teu calor, o teu fervoroso amor,
Daí-me à tua mão nesta noite de luar,
Vem pro meu violão poder cantar,
P'ra minha noite iluminar,
Meu amor...
Minha estrela.

Emaranhado em teus cabelos

Emaranho em teus cabelos,
Estão todos os meus sonhos.
Nestes caminhos luminosos,
Eu vejo ao teu lado, o nosso futuro.
Não é apenas um sonho,
É uma imensa vontade que vive aqui dentro,
Que é chama quando é noite,
E permanece acesa no vazio da manhã, nas vagas da tarde.
Agora sonha, dorme, desperta,
Solta os cabelos minha criança,
Não perca à esperança,
Faz que os sonhos ganhem as alturas.
O crepúsculo anuncia o alvorecer da poesia,
À minha maior alegria é ver-te sempre sorrindo,
À minha maior tristeza é vê-la partindo.
Então à luz se apagará,
À chuva molhará os teus longos cabelos,
Mesmo assim, permanecerão...
Emaranhos nestes sonhos.

Duas estrelas numa estrada

Vejo o luar refletido em teus olhos,
Refletem a magia da noite num encanto, num feitiço,
Teus ollhos estão acesos nas estrelas.
Vejo-te entre às estrelas,
Deitada nas nuvens sorridentes.
Sou teu, és teu este pulsar,
Tens meu coração e minha vida nas mão,
És teu este sonhar,
Tens aos teus pés a minha força vencida.
Simplesmente, o amor revela-me o grande mistério,
Mostra-me os caminhos, os frutos suculentos,
À paz do teu lado numa melosa canção.
Teus olhos são espelhos,
São dois diamantes,
Duas pedras brilhantes,
Dois oceanos profundos ,
Duas correntes tão fortes,
Duas lâmpadas encantadas,
Duas luzes magícas,
Duas estrelas numa estrada.

Adeus céu azul

Azulado dia,
Nasceste sem poesia, sem alegria,
O mormasso é caloroso,
O dia doloroso,
Às nuvens escondem o sol.
Como queira,
Que seja feita à sua vontade,
Adeus céu azul.
Você quis assim,
Você quer assim,
Que seja como queres,
Que prevaleça o teu querer,
Adeus céu azul.
Vamos a bola de fumaça,
Não está mais aqui quem falou,
Guarde o teu veneno,
Guarde os teus canínos vampiros,
Guarde às tuas garras negras,
Haverá outro sangue,
Adeus céu azul.
O mar vermelho se abrirá,
O céu azulado ficará cinza,
Cairá em lágrimas,
O fogo erguerá, o sol do firmamento,
Limpo será o pensamento,
Adeus céu azul.
Agora volta-se ao luzir d'uma estrela,
Ela lhe mostrará o caminho,
Estou, sempre estive e assim estarei sozinho,
Longe do ninho,
Não haverá outro caminho,
Assim cantará o passarinho,
Adeus céu azul.

Thursday, October 09, 2008

A morte num lago

Eu não sei esquecer,
Não me ensinaram essa parte,
Não aprendi à fazer dessa forma,
Não consigo ser desse jeito,
Não consigo agir dessa maneira,
Não me vejo assim,
Não, não é o fim.
Mesmo que não veja, que não seja,
Que não tenha e não esteja,
Não posso apagar tudo,
Eu não tenho este poder,
Não há como esquecer.
É tão triste lembrar,
O tempo não pode voltar,
Sonhar sozinho, arrumar tudo e não ver você chegar,
Olhar pra noite e não encontrar o teu olhar.
Eu me perco, pois, já não há outro caminho,
Nem rumo ou direção,
Não há flores no deserto da paixão.
Estou só e perdido, és passado.
Ficaram as marcas do sofrimento,
Às lembranças no pensamento,
Às folhas foram destacadas pelo vento,
Já não há tempo.
O vento ainda sopra em meu ouvido,
À mesma nota que ouvi, quando te vi voltar.
Hoje o vento forte arranca os meus sonhos,
Leva os meus pensamentos voltados pra ti,
Há apenas a lembrança do gosto amargo,
À dor de nenhum afago,
À morte num profundo lago.
O que tinha de ser atraso, já foi atrasado,
Assim se afogam os valores,
Se perdem os amores deste pobre ser,
Que agora se afunda na lama tentando esquecer,
Que à solidão seduziu e fez morrer,
Que já não vive nem sabe viver.
Hoje enterro o meu passado junto à tua lembrança,
Não há, nem haverá esperança...
Haverá, outra maçã,
Assim espero o amanhã.

Doce vida

Desta vida nada espero,
Deste amor nenhuma canção,
Desta vida nada quero,
Nenhum calor, nenhuma ilusão.
Deste mundo não me sirvo, nem vejo nele algum prazer,
Esta luz, eu já não sigo,
Desta morte já não bebo,
Esta estrela vai morrer.
Deste veneno já não sorvo,
Desta morte já não trago,
Deste fel já não amargo,
À vida é doce e por ela eu quero viver.

Cercada pelo fogo

Cercada pelo fogo,
Não haverá saídas .
Encurralada pelo fogo,
Não haverá outro destino .
Ninguém lhe estenderá à mão,
Ninguém lhe ofertará o pão,
Estarás solitariamente entregue ao desespero,
Sentirás o medo,
O gosto amargo do desprezo,
Amargarás o tempo,
Colherás os frutos do sofrimento .
Não encontrarás as chaves desta tua prisão,
Não poderás entrar ou saír,
Muito menos sorrirás do meu sofrer,
Não me verás morrer como desejas,
Nunca estarei aos teus pés,
Jamais serei teu escravo .
Provei uma nova gota,
Ela é doce e tão boa,
Só dá vontade de sorrir e sorrir,
Pode não ser ela, à outra metade,
Mas me deu vontade,
Por isso, eu quero mais,
Por ela, eu vou atrás .
Pode ser passageiro, serei ligeiro,
Penetrarei sem nenhuma outra pretenção...
Alimentando à nova paixão .
Ela espera por mim,
Quero beber do teu amor,
Não haverá dor.
Não espere por mim,
Não, este caminho já não quero seguir.
Quanto à ti que invejas o saber,
Que apenas queres me ver padecer;
Estarás só e assim saberás do teu destino,
Beberás do teu próprio veneno,
Adormecerás num pesadelo profundo,
Acordarás solitariamente num inferno escuro e quente,
Não terás força alguma contra mim,
Encontrarás o teu fim.

Wednesday, October 08, 2008

O que seja

Neste rio que corre pro mar,
Nesta rua sem nome,
Neste nosso lugar,
Neste fim de mundo,
Neste final dos tempos,
Nestes pobres pensamentos,
Ainda vives.
O silêncio, agora, fala mais alto,
Ele falará por mim daqui pra frente,
Toda voz se calará diante da rejeição,
Todo amor se acabará diante da ingratidão.
Todo começo tem um fim,
Foi um grande erro termos começado,
Que seja como for,
longe mesmo entrelaçado,
O que seja.

Nestas margens torpes
Neste dia cinza,
Nesta manhã escura,
Neste rio podre,
Nestas àguas sujas,
Neste meu pobre pensar...
Ainda vives,
Perdida nas lembranças,
Sem saber o que fazer,
Esperando que me vá de uma vez,
Que enlouqueça calmamente,
Que não dure para sempre,
O que seja.

Wednesday, October 01, 2008

Mandy

Loira, ruíva, morena, negra,
Não há outra,
Nunca haverá outra,
Em nenhum lugar deste mundo.
Sei que sentirei imensa falta de tudo isso,
Mas, estou indo atrás do que sonho,
Quero à sorte de um amor tranquilo,
Mas a fruta, eu mesmo quero morder.
Como diria o poeta,
Me avise quando for à hora,
Faz parte do meu show,
Tentar lhe convencer.
Há um trem rumo às estrelas,
Este trem não tem hora pra partir,
Partiremos ao som da viola,
Numa noite enluarada rumo ao futuro promissor,
Não há outra razão e nunca haverá maior valor.
Por você, eu largo tudo, dinheiro, carreira, canudo...
Eu faço tudo por amor.
Essa é pra você Mandy, que sempre mandou,
Ana, nunca falei sem pensar,
Posso até roer às unhas e me embregar de vinho barato,
Teus lábios podem não ser lábirintos,
Mesmo assim eles me atraem,
Meus instintos não são sacanas,
Queria ao menos vê-la todos os fins de semana,
Numa caravana cigana, quem sabe...
A cama peguasse fogo e já não conseguissemos dormir.
Te quero ver sorrir,
Como à mais bela das flores,
Como o maior dos amores,
Aliviando-me todas as dores,
Fazendo este coração assim dizer,
Eu te amo e já não vivo sem você.