Thursday, September 25, 2008

A prima veio me ver

Renasce à primavera,
Vinte e três portas se abrem,
Cada uma certamente nos fará,
Adentrarmos pelas noites,
Que irão se acender,
Renascendo ao luzir das estrelas.
Já não vejo os teus olhos,
Já não quero ver o falso brilho.
É outra vez primavera,
Tenho vinte e três novos grandes motivos,
Para viver e sorrir,
Para correr e seguir.
E tenho, mais, vinte e quatro horas de paz diante dos meus olhos,
Não perdi o folêgo,
Apenas preciso descansar,
Estou cansado de lutar,
De buscar o que não quer ser encontrado,
De viver aprisionado.
É primavera,
Que venham as flores,
Que sejam feitos de amores,
E ainda maiores com certeza serão cada um dos meus sonhos.
A prima veio me ver,
Que beleza, já não penso e nem preciso de você.
Que venha, pois, estou semeando para colher no verão,
Ardentes serão os frutos desta louca paixão.

Wednesday, September 24, 2008

Não há luzes aqui em baixo

O dia despertou cinzento,
Nenhum resquício deste pobre sentimento.
Ela, não quis enriquecê-lo,
Preferiu destruí-lo, esquecê-lo.
Caímos num buraco,
Nos jogamos do abísmo,
Não há luzes aqui em baixo.
Ela quis me ver louco,
Assim, me fez enlouquecer,
Numa calmaria tão nervosa,
Numa noite nebulosa.
Em fim, adormecera outra vez,
Desta vez o sono será eterno,
Aprisionado num grande pesadelo.
Você jogou às chaves num lago negro e profundo,
Não serei à pessoa que irá encontrá-las pra você,
No fundo deste poço lamacento.
Nunca houve luzes nem estrelas,
As cores se ausentarão daqui pra frente,
Às borboletas encontrarão, às flores no meu jardim,
Celebraremos o nosso fim,
Numa noite enluarada,
Ela sorrirá outra vez para o desprezo,
Ela erguerá a tua voz para à escuridão,
Ela será como aquela noite, esquecida,
O fogo arderá até o fim,
Não ouvirás nenhum acorde,
Será silêncioso e frio,
O tempo do fim.
Não há luzes aqui em baixo.

Tuesday, September 23, 2008

Descansando em paz

Como pode ser tão fria?
Como pode brincar com os sentimentos das pessoas?
Quem pensa que és?
Eu posso não ser nada pra você,
Mas pra Deus ainda posso ser utíl.
ELE me deu uma nova chance,
ELE me disse, que se não pegar em Sua Mão,
Tudo estará acabado, e assim,
Se perderam todos os meus sonhos.
Ainda tenho tempo, afinal estou vivo.
Eu perdi muito tempo nesta minha vida louca,
Toda loucura me transformou num monstro,
Durante muito tempo,
Alimentei o que havia de pior em mim,
hoje, enterro o meu passado,
Vou tentando ser feliz com o pouco que ainda tenho,
Dando um passo de cada vez.
Hoje, caminho pra frente sem olhar para trás,
Desejo apenas que me deixem em paz,
Todos aqueles que se servem da minha desgraça,
Que esperam a minha derrota,
Que desejam ver o meu fim,
Que se escondem por detrás da mascára falsidade.
Não venha me iludir, tão pouco alimentar falsas esperanças,
Tua sinceridade foi forjada pra me convencer,
Do teu lado, só tenho tempo à perder,
Não há nada que possamos fazer,
Óleo e vinho não se misturam,
A téla permanecerá em branco,
Quanto ao escorpião,
Cercado pelo fogo provará do próprio veneno.
Nada vivemos, e nem viveremos.
O que vimos nunca teve algum valor,
Nunca houve amor,
Esqueçamos tudo,
Que Deus te acompanhe.
Aqui estou colhendo o que plantei,
Amargando o que acreditei,
Não quero te ver nunca mais,
Assim descanso em paz.

Thursday, September 18, 2008

Této Estrelado

Permiti que fosse assim,
Que se aproximasse o nosso fim.
Eu permiti que devastassem a minha vida,
Que destruíssem tudo,
Que sulgassem até à ultima gota de sangue,
Que roubassem a minha paz, a minha vida, à minha luz.
Permiti à presença dos que sempre foram contra nós,
Eu até os ajudei à destruírem tudo,
Eles me fizeram desacreditar no sonho,
Hoje não há nada nem ninguém.
Me perdoe, mas não há tempo para ilusões,
Foram-se todas as grandes paixões,
Levaram todo estimulo,
Ceifaram toda à vida,
Não há flores no campo, nem amores que durem para sempre,
A felicidade é passageira, a tristeza derradeira.
Hoje o mundo é real,
Não há astral,
A realidade nos engole,
Devorando nossos sonhos,
Mas, ela não pode tirar as nossas forças,
Quando acreditamos no amor.
Eu acredito, ele se revelou pra mim.
Numa estrela que caíu,
Numa flor que se abríu,
Num sonho, num caminho em teu olhar.
Estou pronto e não posso voltar,
Estou vivo e não quero mais sofrer,
Ainda sonho com você,
Nos meus sonhos jamais serás esquecida,
Levarei no peito uma ferida aberta,
A morte é certa como à tarde nebulosa,
Como à noite perigosa,
Um dia tudo isso chegará ao fim,
Que Deus esteja conosco sempre.
Ele me dá forças para seguir, engulo as lágrimas,
Viro á página, vou ao teu encontro.
A tua luz, a tua arte , a tua musica,
Tudo isso não poderá ser apagado,
Muito menos será enterrado,
Jamais te esquecerei.
Posso não seguir do teu lado,
Posso me afastar para sempre de ti,
Posso até nunca mais nesta vida te ver...
Mas a lua, ela sabe!
À noite, ela ouve!
O dia, ele sente!
O sol, ele traz a força,
Às estrelas, elas também sabem,
Elas cobrem este nosso této,
O sono não vem e nem virá, pois não estás aqui.
À musica é triste, dolorosa, romântica, grandiosa...
Em fim, é o fim,
É ainda mais devastador,
O silêncio é negro,
Sinto à falta deste louco amor.

Tuesday, September 16, 2008

Novo tempo

A lua inflama o meu desejo mais ardente,
Ela me leva numa viajem rumo ao infinito,
Onde o sonho é real, e o mar é tão calmo.
A noite abre o manto negro,
Nosso caminho estrelado teremos que esquecer,
Solitáriamente irá se perder.
Perdi à vontade,
Os meus olhos se cansaram de buscar no horizonte,
À luz que me negas-te o tempo todo.
Não há tempo para dor,
Não guardo nenhum rancor,
Hoje vivo e morro apenas por amor.
Se não podes alimentar a chama,
Se não vê o caminho e assim já não acredita,
É melhor então deixar morrer a esperança ,
Não haverá nenhuma criança desposta à brincar ou sorrir,
É melhor então desistir.
Vou atrás de quem acredite,
De alguém que, eu também possa acreditar,
E junto queira brilhar abraçando cada sonho.
Vou buscar em outra fonte, à luz que se perdeu,
Correrei atrás de alguém que esteja realmente afim,
Uma mulher que esteja desposta à se entregar ao amor,
Que deseje ao meu lado crescer e remediar esta minha dor.
Foi-se o nosso tempo,
Que seja feito de fogo, o novo tempo.
Ele será novo e forte,
Também será feito de fogo e musica,
Haverá cores e luzes, tudo será belo como um quadro,
Quanto à ti, serás esquecida e enterrada junto ao meu passado,
Pois, já não haverá lugar pra você no meu futuro promissor,
Não sentirei por ti nenhum amor.
Que seja como for,
Que os ventos te levem pra bem longe,
Que me tragam um novo amor, pois, estou pronto,
Não mais cego,
Espero paciente, que venha , que chegue...
O novo tempo.

Friday, September 05, 2008

Citronela

Não se esqueça ó meu amor...
Do cravo, da canela,
Do incenso, da citronela,
Dos perfumes da doce primavera,
Das rosas vermelhas,
Das bromélias amarelas,
Das tulipas brancas,
Das orquídeas azuís,
Não se esqueça...
Não há flores no deserto,
Nem perfumes quando não estás por perto,
Não há prazeres nestes negros mares,
Nem glórias nestas grandes dores.
As flores apodreceram,
As cores desbotaram, os amores se acabaram,
As dores prevaleceram,
Venceram o cançaso,
Apagando o traço, desfazendo o laço.
Não se esqueça ó meu amor...
O café está no fogo,
O meu coração em brasa espera,
O meu sangue quente corre,
A minha vida transcorre
Neste poema que juntos poderemos musicar,
Nestas palavras que à tua voz exaltará ao cantar,
Libertando à poesia,
Acendendo o fogo ardente da paixão,
Incendiando à noite e o meu coração.